Advogados dão dicas de como você pode sair do ‘vermelho’ propondo uma renegociação das dívidas

 

A busca por um advogado especialista em dívidas bancárias normalmente acontece em uma situação em que a dívida já saiu do controle em alguma medida. Este tipo de profissional, portanto, costuma se deparar com uma situação de endividamento alto e, não raras vezes, abusividade de taxas e cláusulas por parte do banco. Para falar sobre esse assunto e dar dicas de como você pode sair do vermelho, propondo uma renegociação das suas dívidas, foram ouvidos os advogados especialistas na área, Humberto Vallim e Fernanda Figueiredo.

Embora seja uma situação bastante frequente na realidade brasileira, este tipo de atuação não é exatamente simples, segundo os especialistas: “É preciso ter experiência e conhecimento específico na área para buscar o melhor resultado possível para o cliente, uma vez que nem todos os cenários precisam ser resolvidos completamente pelo meio judicial”, disse Vallim ao destacar ainda que é muito importante inicialmente as pessoas lerem contrato e falarem com o credor para detalhar a composição da dívida, incluindo: valor inicial, honorários cobrados, juros, valor total ao final do prazo contratado e o que você já pagou.

“O consumidor tem o direito a esmiuçar a informação sobre a dívida. A regra de ouro: conhecer bem a dívida. Se a dívida é pagável, ou seja, se você tem condições de saldar as parcelas e, ao mesmo tempo, garantir o sustento básico de sua família, fale diretamente com o credor e combine um jeito de pagar”, afirmou Humberto Vallim.

Segundo a advogada Fernanda Figueiredo, para evitar maiores prejuízos financeiros com a incidência de juros e multa, é importante tentar uma renegociação ou acordo, caso a dívida realmente exista e seja legítima. “Estar negativado, significa a constatação de uma dívida e que esta foi informada a um órgão de proteção ao crédito. São essas instituições que dão a publicidade ao débito, ou seja, fazem com que a dívida seja conhecida pelo mercado. A advogada define os órgãos de proteção ao crédito como as instituições que prestam um serviço com o intuito de criar uma lista em que constará o nome das pessoas inadimplentes. Essa relação de consumidores é enviada por lojistas, instituições financeiras, bancárias e visa dar publicidade a essa inadimplência”, comentou.

PB AGORA


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