O adoecimento mental de trabalhadores causado pela pandemia da Covid-19 está preocupando os representantes do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB). O assunto foi discutido pela procuradora-chefe do MPT-PB, Andressa Ribeiro Coutinho, durante evento realizado no Centro de Referência Estadual de Saúde do Trabalhador (Cerest-PB), na sede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em João Pessoa, na manhã da última terça-feira (16). Ela também ressaltou que a pandemia também trouxe à tona muitos casos de assédio moral no ambiente laboral.“O adoecimento psíquico de trabalhadores preocupa o Ministério Público do Trabalho porque é difícil de tratar. E, muitas vezes, aquele empregado não consegue ser reinserido no meio ambiente de trabalho porque ele não consegue uma cura permanente. O tratamento psíquico precisa ser prioridade na rede pública. Precisamos voltar o olhar agora para esse problema”, alertou Andressa Coutinho, durante evento no Cerest, com a participação de representantes do Ministério da Saúde na área de saúde do trabalhador e de Cerests de vários municípios, entre eles, João Pessoa, Campina Grande e Patos
“Fazendo um balanço do que a pandemia trouxe, além da tragédia de mortes foi o adoecimento psíquico, que foi numa velocidade galopante. Quem tem condição, procura um médico particular, mas quem não tem fica ao relento. É preciso ter um olhar mais apurado para isso. Recebemos muitas demandas, há muitos afastamentos do trabalho por causa da pandemia. É um problema muito difícil de tratar e também de provar a relação desse adoecimento com o trabalho. É preciso ter um olhar apurado para esse problema”, ressaltou a procuradora-chefe.
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