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Lula diz que ‘terrorismo do Hamas’ não justifica ataques de Israel em Gaza

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira, 24, que o “ato terrorista” do grupo palestino Hamas contra Israel não justifica os bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza, que matam “milhões de inocentes”.

“Não é porque o Hamas cometeu um ato terrorista contra Israel que Israel tem que matar milhões de inocentes. Não é possível que as pessoas não tenham sensibilidade”, disse ele em seu programa semanal “Conversa com o Presidente”.

“Se as Nações Unidas tivessem força, poderiam ter uma interferência maior. Os Estados Unidos poderiam ter uma interferência maior. Mas as pessoas não querem, as pessoas querem guerra”, completou. A crítica velada aos americanos ocorre depois de, na semana passada, eles terem usado seu poder de veto contra uma proposta de resolução brasileira apresentada ao Conselho de Segurança da ONU, presidida neste mês pelo Brasil.

Lula já havia chamado os ataques contra Israel, ocorridos no dia 7 de outubro, de terroristas. Na semana passada, porém, associou a definição ao Hamas pela primeira vez, classificando os atos do grupo como “terrorismo” e “ato de loucura”. A retaliação israelense, por sua vez, ele chamou de “insana”.

Na mesma live, o petista também criticou os assentamentos judeus no território palestino da Cisjordânia, considerados ilegais pela comunidade internacional e que fazem parte da equação do conflito árabe-israelense.

Lula defendeu ainda a solução de dois Estados, um para israelenses e outro para os palestinos, com base nos limites estipulados pelas Nações Unidas.

“É preciso que, lá no Oriente Médio, Israel fique com o território que é seu, que está demarcado pelas Nações Unidas, e os palestinos tenham o direito de ter a sua terra. É simples assim. E não precisa ninguém ficar invadindo a terra de ninguém”, disse Lula.

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