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Comissão da Câmara aprova requerimento para avaliar paralisação de Adutora do Pajeú na Paraíba

 

A Comissão Externa de Obras Inacabadas e Paralisadas da Câmara Federal aprovou um requerimento, apresentado pelo deputado federal Murilo Galdino (Republicanos) no início deste mês, para a realização de uma visita técnica às obras da Adutora do Pajeú no Estado da Paraíba, que se encontram paralisadas. Com a aprovação, uma data deve ser definida pela Câmara para que a visita ocorra, com as presenças de parlamentares paraibanos e de representantes do Governo Federal.

De acordo com o documento nesta terça-feira (14), o objetivo da visita técnica é reunir representantes dos órgãos e prefeitos da região para que seja realizado levantamento, in loco, acerca da paralisação da obra da adutora do Pajeú, que integra o Projeto de Integração do São Francisco.

Foram convidados para a visita o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes e onze prefeitos da região.

A obra da adutora do Pajeú inclui estações de bombeamento, reservatórios e tubulações, atingindo aproximadamente 596 quilômetros entre os Estados de Pernambuco e Paraíba, pertencente ao Eixo Leste da transposição.

O trecho que contempla municípios Paraibanos, no entanto, está paralisado, de acordo com o parlamentar, que fez uma cobrança para o andamento das obras.

“Enquanto não chega a conclusão da obra da Adutora do Pajeú, a população Paraibana padece com as torneiras secas e os moradores afirmam que a água que recebem por meio de caminhões-pipa não é adequada para o consumo. A Cagepa, concessionaria responsável pelo abastecimento de água na região, confirmou que as cidades de Teixeira, Cacimbas, Desterro e Maturéia enfrentam estado de colapso hídrico”, diz o deputado no requerimento.

De acordo com Murilo Galdino, a visita técnica na obra é de “extrema relevância”, uma vez que permite uma avaliação detalhada da situação, identificação de problemas e busca de soluções adequadas. Na avaliação dele, enquanto a obra da Adutora do Pajeú não for concluída, a população continuará padecendo de carros pipas e de poços artesianos, que atualmente são insuficientes para a demanda. “A presença dos representantes na obra em questão demonstra o compromisso em resolver o problema e evidencia a importância atribuída à conclusão dessa obra”, afirmou.

Em mensagem enviada, o deputado disse que já esteve “várias vezes com o ministro” solicitando a continuidade das obras. “Iremos marcar a data para a realização dessa visita, para que possamos de uma vez por todas destravar essa obra tão importante para a região”, disse.

A transposição

A transposição é um projeto que nasceu em 1985 no extinto Departamento Nacional de Obras e Saneamento do governo federal, mas que só saiu do papel em 2007. A expectativa inicial é que as obras fossem concluídas no ano de 2012, o que não aconteceu devido a diversos atrasos no andamento do projeto.

O projeto é composto por dois eixos que partem de Pernambuco, perto da divisa do Estado da Bahia.  O Eixo Norte da obra tem 260 km de extensão, passando pelos municípios de de Cabrobó, Salgueiro, Terranova e Verdejante (PE); Penaforte, Jati, Brejo Santo, Mauriti e Barro (CE); e São José de Piranhas, Monte Horebe e Cajazeiras (PB). A inauguração ocorreu em 2022.

Já o Eixo Leste tem 217 Km de extensão, atravessando os municípios pernambucanos de Floresta, Custódia, Betânia e Sertânia; e em Monteiro, na Paraíba, tendo sido inaugurado no ano de 2017.

A obra está com 98,98% de execução, restando obras complementares, que, segundo o Ministério da Integração, não comprometem a operação do PISF no que se refere à entrega de água aos Estados. A Adutora do Pajeú é uma das obras que carecem de conclusão para a efetiva implementação e eficácia do Projeto de Integração do São Francisco.

O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional foi questionado sobre o requerimento apresentado pelo deputado Murilo Galdino. O texto será atualizado quando a pasta responder aos questionamentos.

Jornal da Paraíba


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