Prefeito Chico de Eulina participa do “Verão do Foguete” em Cabedelo ao lado do senador Efraim Filho
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Segundo a justiça eleitoral, na Paraíba, destes 522 mil eleitores são 80.053 eleitores até 17 anos, 300.067 maiores de 70 e os 142.087 analfabetos entre 18 e 70 anos. O número é maior que o total de eleitores de praticamente todos os municípios do estado, exceto a capital João Pessoa, cujo eleitorado, em 2024, é de 567.403.
Conforme inciso II, §1º do art. 14 da Constituição Federal, jovens de 16 e 17 anos possuem o direito ao voto facultativo. Assim, eles têm o poder de escolha se irão votar ou não. Essa lei foi introduzida somente em 1988, após a ditadura militar no Brasil, como parte do processo de redemocratização e da inclusão de mais grupos sociais na política. Nas primeiras eleições após esse decreto, o número de jovens que compareceram às urnas foi significativo: em 1992, foi de 3,2 milhões. Todavia, como o impeachment do então presidente Fernando Collor, o engajamento dos jovens entrou em decadência. Nas eleições de 1994, a participação jovem caiu para 1,1 milhão de eleitores.
A partir desta queda, os dados não se mantiveram estáveis. Um crescimento da participação jovem em um momento, uma diminuição no outro. Porém, algo está sempre presente: os números de jovens eleitores são sempre extremamente baixos. De acordo com dados do TSE, se realizada uma estatística de todas as eleições desde 1990, os jovens representaram de 1,5% a 2,5% de todo o eleitorado nacional.
Segundo José Álvaro Moisés, um fator determinante para a importância dos jovens na política é a inclusão de pautas que os preocupam nos projetos de lei. Entre elas, estão as que de fato envolvem essa faixa etária, como a melhoria do ensino público, cursos profissionalizantes e o mercado de trabalho.
Alguns exemplos são:
• A luta contra o preconceito;
• A saúde mental;
• A violência no espaço digital;
• A desigualdade social crescente;
• As questões ambientais
“Para que o interesse dos jovens pela política aumente, a educação política nas escolas brasileiras é indispensável. No ensino privado, cursos voltados à aprendizagem dos conceitos básicos da questão não são raros, além da presença de professores formados nessa área. Por outro lado, nas escolas públicas, não há nenhuma aula relacionada à política no currículo. A falta de profissionais especializados também é um elemento decisivo no contexto. Com investimentos do governo e a inclusão da educação política no sistema educacional, os jovens obteriam mais consciência dos seus direitos como cidadão, elevando sua participação na democracia”, disse Álvaro. Ainda de acordo com o cientista político, os postulantes precisam incluir pautas os idosos, nos seus programas de governos.
PB AGORA
FALA PARAÍBA-BORGES NETO
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