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A próxima segunda-feira (10 de março) será lembrada pelos 45 anos da morte do escritor José Américo de Almeida. Em tributo à memória e à obra do ex-ministro paraibano, a Fundação Casa de José Américo (FCJA) anuncia, para o dia 28 de março, a inauguração da sua primeira unidade externa, que vai funcionar em um prédio no Bairro de Tambaú, em João Pessoa.
Enfatizando que hoje a FCJA é uma instituição consolidada por suas atividades na área da conservação, pesquisa e divulgação, com base nos seus acervos, o presidente Fernando Moura ressalta a importância do novo espaço. “Estamos expandindo a nossa configuração física com a inauguração e posterior abertura ao público da Unidade Tambaú”. O novo equipamento está localizado à Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, 122.
O objetivo, ainda de acordo com o presidente da FCJA, é estimular a pesquisa, a história e a cultura da Paraíba e, ao mesmo tempo, atrair novos públicos para a instituição. “A Unidade Tambaú terá espaços temáticos, onde personalidades importantes, principalmente na área da cultura, da comunicação e do cotidiano social, político e econômico da Paraíba estarão, de forma singela, sendo homenageadas, com seus acervos relacionados aos diversos temas e cedidos para a guarda e preservação da FCJA”, explicou Fernando Moura.
Para fins de consultas por estudantes e pesquisadores, todo o acervo na Unidade Tambaú estará adequadamente armazenado e tecnicamente conservado. “Será uma extensão das atividades desenvolvidas pela nossa instituição, uma casa de memória, pesquisa e divulgação”, pontuou.
Em 2025, a Fundação Casa de José Américo completa 45 anos de história. A FCJA foi criada pela Lei 4.195, de 10 de dezembro de 1980, e inaugurada em janeiro de 1982.
Escritor e político - O romancista, ensaísta, poeta, cronista, político, advogado, professor universitário, folclorista e sociólogo José Américo de Almeida nasceu a 10 de janeiro de 1887, na cidade de Areia, e morreu aos 93 anos, em João Pessoa, no dia 10 de março de 1980. Sua obra ‘A Bagaceira’ deu início à chamada “Geração Regionalista do Nordeste”. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), em 27 de outubro de 1966, ocupando a Cadeira 38.
Nascido no Engenho Olho D’Água, José Américo era filho de Inácio Augusto de Almeida e de Josefa Leopoldina Leal de Almeida. Aos nove anos, com a morte do pai, foi entregue aos cuidados do tio, o padre Odilon Benvindo. Estudou no Seminário de João Pessoa e no Liceu Paraibano. Mudou-se para o Recife (PE), onde ingressou na Faculdade de Direito, concluindo o curso em 1908. Exerceu a magistratura, foi promotor da comarca do Recife e da comarca de Sousa, na Paraíba. Em 1911, foi nomeado procurador do Estado.
Em 1928, José Américo de Almeida ingressou na literatura com a publicação da obra ‘A Bagaceira’, romance que provocou entusiasmo na crítica e o tornou nacionalmente conhecido. A obra reflete e ataca o ultrapassado sistema de concentração latifundiária no Nordeste, que o autor denunciava como responsável pela miséria da Região.
O título do romance, de acordo com a biblioteconomista e professora Dilva Frazão, denomina o local em que se juntam, no engenho, os bagaços da cana. Figuradamente, pode indicar um “objeto sem importância”, ou ainda “gente miserável”. No prefácio, o autor manifesta seu espanto diante da realidade nordestina: “Há uma miséria maior do que morrer de fome no deserto: é não ter o que comer na terra de Canaã”.
O personagem do romance ‘A Bagaceira’ é Lúcio, universitário e filho de senhor-de-engenho. A partir dele, o enredo se organiza em dois planos. No primeiro, o autor retrata as observações e a análise da vida rural, diante dos sertanejos que fogem da seca e trabalham temporariamente no engenho. No segundo, relata o caso de amor, envolvendo, Soledade, a retirante, e Lúcio.
Além de ‘A Bagaceira’, José Américo publicou mais dois romances com temáticas idênticas: ‘O Boqueirão’ e ‘Coiteiros’, ambos de 1935. O escritor deixou ainda alguns discursos, ensaios e memórias. A grande preocupação do movimento Modernista, em todas as etapas de sua evolução, era enfocar a realidade brasileira. O romance regionalista da década de 1930 conquistou tal objetivo. O ponto de partida foi o romance ‘A Bagaceira’.
José Américo de Almeida dedicou-se à política. Foi governador da Paraíba. Durante seu mandato, fundou a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sendo nomeado seu primeiro reitor. Entre 1930 e 1934, no governo de Getúlio Vargas, foi nomeado ministro da Viação e Obras Públicas. Em 1935, foi nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Em 1945, foi eleito senador pela Paraíba. Em 1951, voltou a ocupar o cargo de ministro da Viação e Obras Públicas. Em 1966, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.
SECOM PB
FALA PARAÍBA-BORGES NETO
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