Prefeito Chico de Eulina participa do “Verão do Foguete” em Cabedelo ao lado do senador Efraim Filho
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Um transformador de 250 toneladas está sendo transportado até o Parque Eólico Serra da Palmeira, na região do Seridó paraibano, onde será instalado para elevar a tensão da energia gerada pelos aerogeradores. Um segundo transformador, com as mesmas dimensões, seguirá o mesmo percurso em abril, na mesma dinâmica, para completar a integração do parque à rede elétrica.
O parque eólico, que começará a operar ainda em 2025, deverá iniciar a geração de energia a partir de junho, conforme informações concedidas por Lucas Cardoso Sanchez, diretor da empresa responsável pelo projeto.
O transformador tem 250 toneladas, 11,2 metros de comprimento, 4,2 metros de largura e 4,5 metros de altura. Para transportá-lo estão sendo utilizados três caminhões e dois semirreboques, além da base que leva o equipamento. A estrutura completa tem 113,7 metros de comprimento e pesa 600 toneladas.
Devido à estrutura da carga, o conjunto de veículos está viajando numa velocidade média de sete quilômetros por hora e precisa de escolta da PRF, com 12 carros e oito motos para bloquear e liberar o tráfego na rodovia.
Um segundo transformador deve caminhar pelas estradas de Pernambuco e Paraíba nos meses de abril e início de maio. O transporte do segundo transformador será realizado com a mesma logística do primeiro, com carretas e escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para garantir a segurança e fluidez no trajeto.
O transformador, que já está no Porto de Suape, em Pernambuco, será levado até o Parque Eólico Serra da Palmeira, com previsão de chegada entre o final de abril e início de maio de 2025. A estrutura do equipamento pesa 250 toneladas e tem 113,7 metros de comprimento, exigindo uma infraestrutura especial nas rodovias, além de parcerias com órgãos como o DNIT e a PRF para garantir a integridade do transporte.
Lucas Cardoso Sanchez, diretor da empresa responsável pelo projeto, explicou que os transformadores são fundamentais para a operação do parque eólico.
“Eles têm a função de elevar o nível de tensão da energia que é gerada pelos aerogeradores para 500KV, compatibilizando a energia com os sistemas de transmissão. A partir do momento que ambos os transformadores estiverem em operação, a energia gerada será integrada ao sistema nacional”, afirmou.
Durante o transporte, tem uma oficina mecânica que vai junto com a carreta para dar uma resposta rápida caso haja alguma intercorrência no percurso.

No sábado (15), o primeiro dia de transporte do transformador começou por volta das 6h, no KM 94 da BR-101, no Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. No domingo (16), a operação recomeçou no mesmo horário, saindo do município de Paulista.
A previsão inicial era que o transformador cruzasse a divisa com a Paraíba ainda no domingo (16), mas a velocidade do comboio precisou ser reduzida na área urbana de Abreu e Lima e Igarassu, onde o veículo foi estacionado no fim da tarde.
A operação foi retomada nesta segunda-feira (17) às 8h10 e passou por Goiana. Por volta das 16h30, a PRF confirmou que o transformador chegou à divisa com a Paraíba.
O destino final é um parque eólico localizado em Nova Palmeira. Por causa da baixa velocidade que a carga está sendo transportada, a PRF montou antecipadamente pontos de desvio ao longo da BR-101.
A previsão é que o transformador chegue em Riachão de Bacamarte no sábado (22). Em seguida, o comboio segue pela rodovia estadual PB-177, em Soledade. A rota final do transformador será de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB).
De acordo com a PRF, ainda não há uma previsão exata para a chegada do transformador em Nova Palmeira. A estimativa é atualizada em tempo real, pois pode mudar a qualquer momento, e o caminhão pode levar mais tempo que o previsto para concluir o trajeto pelas rodovias federais.

Com a chegada dos transformadores e a instalação dos sistemas elétricos, o Parque Eólico Serra da Palmeira entra na fase final de suas obras. No pico da obra do parque eólico, cerca de 3 mil trabalhadores atuaram simultaneamente. Embora o primeiro transformador já esteja a caminho da subestação, a previsão é que o segundo chegue entre o final de abril e maio de 2025.
Mesmo com essa diferença no cronograma, o diretor garante que os aerogeradores começarão a operar já em maio.
“A partir da segunda quinzena de maio, vamos ter aerogeradores conectados à rede elétrica, começando a gerar energia. A subestação deverá estar funcionando completamente até junho, o que nos permitirá iniciar a geração em larga escala”, disse Sanchez.
Com 108 aerogeradores planejados para a operação e uma potência total de 648 MW, o parque será um dos maiores do estado e um marco na geração de energia limpa para a região Nordeste.
De acordo com Lucas Sanchez, o local escolhido para a montagem e construção do parque eólico deu devido a diversos fatores, como localização topográfica, qualidade do vento e proximidade com uma subestação capaz de receber a energia da rede básica.
“A seleção do local para construir um parque eólico está diretamente ligada à qualidade do recurso energético. A Paraíba foi abençoada com ventos fortes e isso foi fundamental para a gente escolher essa região para construir o parque. Óbvio que a gente também precisa olhar para outros aspectos, o vento conta muito, mas é importante ter uma área propícia para a construção, com uma topografia que não seja muito complexa, importante também que esteja perto de uma subestação de energia da rede básica, que são pontos de entrada, e tem uma subestação em Campina Grande, são 75KM que a gente transpôs para a construção”, explicou Lucas.
A energia produzida pelo Parque Eólico Serra da Palmeira será importante não apenas para o abastecimento da Paraíba, mas também para a distribuição nacional. De acordo com Lucas Sanchez, a capacidade do parque é significativa: “Com essa potência, conseguimos atender cerca de 40% do consumo de energia da Paraíba. A estimativa é que o parque vá suprir as necessidades de 1,7 milhão de pessoas”.
Além disso, a energia gerada será distribuída para o sistema interligado nacional, contribuindo para a estabilidade energética de várias regiões do país. A interligação ao sistema de transmissão se dará por meio de uma linha de transmissão que conecta a subestação do parque à subestação de Campina Grande, da Chesf.
“A energia será transmitida com eficiência, minimizando as perdas durante o trajeto até o restante do Brasil”, explicou o diretor.
O projeto tem como objetivo reduzir a dependência de fontes não-renováveis, contribuindo para a sustentabilidade e a diversificação da matriz energética do Brasil.
Jornal da Paraíba
FALA PARAÍBA-BORGES NETO
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