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Ator que participou do Agente Secreto garante que filme entrou para a história e está cotado para Oscar
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Vencedor de dois Globo de Ouro nas categorias “Melhor Filme em Língua Não-Inglesa” e “Melhor Ator em Filme de Drama”, com Wagner Moura, além de ter sido premiado no concorrido Festival de Cinema de Cannes, o Agente Secreto está cotado para conquistar o Óscar 2026. As chances do filme brasileiro dirigido pelo pernambucano Kléber Mendonça Filho, entrar na disputa pela famosa estatueta, aumentaram depois do Globo de Ouro, que é considerado um termômetro para a premiação máxima do cinema mundial.
Em meio a expectativa para o anúncio dos filmes que vão concorrer ao Óscar, o ator paraibano Ronald Lira de Souza, de nome artístico Buda Lira, que interpretou Anísio no filme, conversou com o PB Agora e revelou que o Agente Secreto já fez história pelo sucesso de bilheteria, principalmente pela recepção do público. Para ele, vencer o Globo de Ouro não tem “ nada igual”, e aguarda a consagração no Óscar.
Para ele, ver o filme gravado no Nordeste, em vários festivais, mas principalmente também pelo público que vem conquistando aqui e fora do Brasil, já é um feito. Aclamado pela critica, o filme segundo ele, representa mais uma oportunidade de celebrar e valorizar o cinema brasileiro que no ano passado já havia brilhado com “Ainda Estou Aqui” que venceu o Óscar de melhor filme internacional.
“Esse eu acho que é o maior prêmio, sem desconsiderar, é claro, a importância de um Globo de Ouro”, Uma premiação como essa, no caso do Agente Secreto, já segue um roteiro de diversas premiações, de uma receptividade muito grande, tanto da parte do público aqui no Brasil, como nos países em que o filme foi lançado” destacou.
Para ele a conquista é motivo de muita alegria, de muita celebração. No entanto ele ressaltou que mesmo ainda são poucos os filmes nacionais que chegam aos grandes festivais.
.”Então, é motivo de muita alegria, de muita celebração, mas a gente não pode esquecer que são poucos os filmes, e é natural que sejam poucos os filmes que chegam aos grandes festivais” observou.
O Brasil, conforme observou o ator, tem tido uma produção expressiva que chega aos grandes festivais, mas tem esses casos excepcionais, como o Agente Secreto e Ainda Estou Aqui.

“Então, assim, sem dúvida isso repercute na luta que se tem aqui, na elaboração, a formulação de propostas para que, de fato, se estruture a produção do audiovisual no Brasil”.
Em relação ao Oscar, as expectativas crescem a cada dia. Buda Lira, a exemplo de muitos brasileiros, está confiante que o longa será indicado pelo desempenho que já tem obtido em importantes festivais.
“Em relação ao Oscar, o filme vem cumprindo o roteiro à risca, porque não basta ser um excelente filme como, de fato, é o Agente Secreto. Um prêmio como o Oscar tem todo um roteiro de disputa muito forte. Felizmente, o filme engatou aí com uma distribuição nos Estados Unidos, bem feita, muito bem planejada. Eu pelo menos acompanho o noticiário aqui no Brasil da repercussão que tem tido o filme rumo ao Oscar. Vamos aguardar o anúncio dos prêmios, que deve acontecer no 22 de janeiro, mas a expectativa é a melhor possível” afirmou.
Além de já estar cotado para categorias clássicas como Melhor Filme Internacional, Melhor Filme e Melhor Ator para Wagner Moura, a produção brasileira foi apontada na novidade de 2026, que premia o Diretor de Elenco pelo seu trabalho.
Ao todo, oito artistas paraibanos participaram do Longa e celebraram a conquista histórica. Além de Buda Lira, participaram do elenco do Agente Secreto, os atores paraibanos Flávio Melo, que que interpretou um pastor no longa, Fafá Dantas, Joalisson Cunha, a atriz Cely Farias, o ator Beto Quirino e Suzy Lopes. Todos destadaram a honra de participar do filme e de ter trabalhado com Wanger Moura e com o diretor Kleber Mendonça.
Ambientado na década de 1970, durante o período da Ditadura Militar, o filme acompanha Marcelo (Wagner Moura), que retorna a Recife, em Pernambuco, na tentativa de fugir de um passado sombrio e violento. Nesse percurso, ele recebe ajuda de Elza (Maria Fernanda Cândido), integrante de uma rede conspiratória que auxilia refugiados políticos a deixarem o País.
A produção é estrelada por Wagner Moura (“Tropa de Elite”), Maria Fernanda Cândido (“Terra Nostra”), Gabriel Leone (“Dom”), Isabél Zuaa (“O Nó do Diabo”), Alice Carvalho (“Cangaço Novo”) e mais.
A vitória de O Agente Secreto no Globo de Ouro, resgata uma tradição brasileira na premiação: Central do Brasil venceu a mesma categoria em 1999, e, no ano passado, Fernanda Torres conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama.
Desde que estreou em Cannes, o filme de Kleber Mendonça Filho vem acumulando reconhecimento de importantes associações de críticos norte-americanos, como o New York Film Critics Circle, a Los Angeles Film Critics Association e o National Board of Review.
O longa-metragem já conquistou 56 troféus em 36 premiações, incluindo Melhor Diretor e Melhor Ator no Festival de Cannes, e chegou a à premiação americana com uma campanha numericamente mais robusta do que a de Ainda Estou Aqui no ano passado.
Severino Lopes
PB Agora
FALA PARAÍBA-BORGES NETO
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