Caixa completa 165 anos como um banco público sustentado pela luta de seus empregados
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A Caixa completa nesta segunda-feira (12) 165 anos, de olho no futuro e totalmente modernizada, conectado com os novos tempos. Criada para incentivar a poupança popular, a instituição consolidou papel de destaque na história do país, por meio da execução de programas sociais e de políticas públicas de moradia, infraestrutura e saneamento.
Mais do que uma data comemorativa, o aniversário do maior banco público da América Latina é, conforme destacou ao PB Agora na manhã desta segunda-feira, o presidente Carlos Vieira, consiste em um momento de reflexão sobre seu papel estratégico para o Brasil e, sobretudo, sobre quem garante, diariamente, que essa missão siga viva: as empregadas e os empregados da Caixa.
Diante de um novo contexto tecnológico e de mudanças aceleradas no comportamento dos clientes, a Caixa, conforme garantiu o presidente Carlos Vieira, aposta na consolidação de uma cultura ágil e na integração de serviços e produtos para melhorar a experiência das pessoas.
Em entrevista a imprensa, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, falou sobre como a instituição tem aplicado essas transformações. Ele avaliou que, no futuro bancário, a tecnologia é um meio, e não um fim, e que o elemento humano segue como eixo central da atuação do banco.
Segundo o presidente, a Caixa pretende reforçar, em 2026, sua estratégia de construção de um futuro mais inovador, com foco na transformação digital contínua e na personalização da forma de atuar.
Essas iniciativas, segundo ele, resultarão em soluções bancárias cada vez mais integradas e novos modelos de atendimento, voltados a facilitar o dia a dia das pessoas e ampliar o acesso a serviços financeiros.
Como exemplo desse movimento, Vieira destaca o lançamento do Super App Caixa, previsto para o primeiro semestre deste ano. A plataforma vai reunir diferentes funcionalidades em um ambiente integrado, oferecendo uma experiência completa, com serviços embarcados de forma mais segura e personalizada.
“Nosso desafio é usar a transformação digital para ganhar eficiência e melhorar permanentemente a experiência de atendimento e relacionamento, respondendo às necessidades da população. O banco estará ainda mais integrado ao dia a dia das pessoas, com a tecnologia a serviço do humano”, afirmou Vieira.
Carlos Vieira lembrou que a Caixa tem uma história que se mistura com a do próprio país. Desde 1861, existimos para oferecer segurança e inclusão, e olhamos nosso passado com muito orgulho, por tudo o que foi construído até aqui. E até por isso, não podemos descuidar do futuro.
“Fazemos parte da vida dos brasileiros, acompanhando momentos importantes e garantindo acesso a serviços financeiros e políticas públicas que transformam realidades. Hoje, o banco é líder na carteira habitacional, com 67% de share do mercado, possui a maior carteira de crédito do país, está entre os principais players na originação de crédito sustentável, tem a maior rede de atendimento bancário e atende mais de 157 milhões de clientes’ destacou
Para o futuro, o foco segundo ele, é unir tecnologia e proximidade, investindo em capacitação e ferramentas digitais para oferecer soluções mais ágeis e personalizadas, liberando tempo do nosso empregado para ouvir, orientar e criar vínculos com quem mais importa: o cliente
“Na Caixa, a inteligência artificial vem sendo incorporada como uma aliada para fortalecer a relação com os nossos clientes, ampliar o acesso a serviços financeiros e tornar a experiência mais personalizada. Não entendemos tecnologia como um fim em si, mas como um meio para nos aproximar ainda mais das pessoas. Esse movimento já produz resultados concretos. O banco implantou soluções baseadas em inteligência artificial generativa tanto para o público interno quanto para os clientes, com uma média de 55 mil perguntas processadas por dia em 2025” enfatizou.
Como exemplo ele citou o Crédito ao Trabalhador, uma solução 100% digital, com processos integrados, concessão rápida, e que desde o lançamento conta com suporte de inteligência artificial no atendimento.
“Isso permite dar mais autonomia ao cliente e direcionar a atuação humana para situações que exigem maior sensibilidade e análise, fortalecendo o papel humano no relacionamento. A inteligência artificial também tem sido decisiva para ganhos de eficiência. A digitalização de processos e o uso de automação inteligente permitiram reduzir filas, encurtar tempos de atendimento e oferecer serviços mais preditivos e personalizados, apoiados por analytics e modelos avançados de CRM” disse.
Foto: Rafa Neddermeyer (Agência Brasil)
O diferencial, segundo ele, não está apenas na tecnologia em si, mas na forma como ela é utilizada para antecipar necessidades e melhorar a experiência. O avanço da inteligência artificial caminha junto com investimentos em cultura digital e capacitação contínua dos empregados. Entendemos que o capital humano segue sendo o principal ativo para orientar o uso responsável da tecnologia.
Ele destacou a contribuição da Caixa para a execução da agenda de crescimento econômico do Brasil, como o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O banco é responsável pelo pagamento do Bolsa Família e aderiu ao Desenrola Brasil, programa de facilitação do pagamento de dívidas em atraso.
Responsável por mais de 70% do financiamento imobiliário nacional e pela gestão das lotéricas, a Caixa também é fundamental na execução das políticas sociais do Governo Federal. Somente no primeiro semestre de 2025, o banco pagou R$ 229,8 bilhões em programas sociais, beneficiando cerca de 56 milhões de pessoas em todo o país. Desse total, R$ 81,4 bilhões foram destinados ao Bolsa Família, além de bilhões em pagamentos do INSS, seguro-desemprego, abono salarial e no programa Pé-de-Meia, demonstrando a dimensão social e econômica da instituição .
A trajetória da Caixa é traçada pela resistência e mobilização do movimento sindical e de seus trabalhadores. Foi essa luta coletiva que, ao longo de décadas, impediu tentativas de enfraquecimento, privatização e desmonte da instituição. Graças a essa resistência, conforme destacou o presidente, a Caixa permanece como um banco público essencial ao desenvolvimento econômico, social e regional do país.
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