Candidatura da Federação União Progressista na Paraíba dependerá de aval nacional, prevê estatuto

 


A definição da candidatura da Federação União Progressista na Paraíba deverá passar, obrigatoriamente, pelo crivo da direção nacional da agremiação, em Brasília. É o que estabelece a versão final do Estatuto da Federação, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Antes da escolha da candidatura, no entanto, a federação definirá o comando na Paraíba, disputado entre os grupos do senador Efraim Filho (União) e do vice-governador Lucas Ribeiro (PP). Isso acontecerá, segundo o estatuto, cinco dias após o deferimento do registro da federação no TSE.


				
					Candidatura da Federação União Progressista na Paraíba dependerá de aval nacional, prevê estatuto
Estatuto da federação União PP. Reprodução Federação União PP

De acordo com o estatuto, “salvo disposição estatutária em contrário, as candidaturas majoritárias estaduais serão decididas pela Direção Estadual da Federação”. O mesmo artigo impõe, no entanto, um limite claro à autonomia local.

Caso as decisões tomadas nas convenções dos partidos que integram a Federação sejam divergentes, “a deliberação tomada pela Direção Estadual deverá ser submetida ao crivo da Direção Nacional, para fins de confirmação”.

Sem aval de Brasília, a candidatura não pode sequer ser oficializada.

A confirmação, segundo o Estatuto, não é meramente formal. O documento estabelece que “a validação, pela Direção Nacional, da deliberação tomada pela Direção Estadual é condição para o registro, perante a Justiça Eleitoral, das candidaturas”.

Conjunturas local e nacional

O Estatuto também deixa claro que a Federação pode decidir mesmo sem consenso entre os partidos federados.


				
					Candidatura da Federação União Progressista na Paraíba dependerá de aval nacional, prevê estatuto
Estatuto da federação União PP. Reprodução Federação União PP

Além disso, o processo de escolha das candidaturas deve observar uma lógica nacional. O documento estabelece que as decisões precisam considerar “as realidades nacional, estaduais e municipais”, mas atribui às direções da Federação, especialmente à nacional, amplos poderes para conduzir todos os atos relativos ao processo eleitoral.

Disputa na Paraíba

Na Paraíba, o comando da federação é disputado entre os grupos do senador Efraim Filho (União) e do vice-governador Lucas Ribeiro, pré-candidatos ao Governo do Estado.

Ambos têm argumentos para defender que seus projetos fiquem à frente da federação. Efraim levanta a bandeira de alinhamento ao projeto nacional, de centro-direita.

Caso não consiga assumir o comando da federação, o senador tende a migrar para o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem já é aliado na Paraíba.

Por outro lado, o grupo do vice-governador alega que ele estará à frente do governo estadual a partir do mês de abril, indo para a disputa em posição favorável. O PP espera que essa condição tenha maior peso na definição.

Aliados do vice-governador alegam que ele não tem “plano B”, mas fontes do PSB, partido do atual governador João Azevêdo, já sinalizaram que ele seria bem-vindo à sigla.

Jornal da Paraíba


FALA PARAÍBA-BORGES NETO

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