A Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) entrou de vez no debate sobre os altos cachês cobrados por artistas e bandas para apresentações nos festejos juninos, um tema que tem gerado crescente preocupação entre os gestores municipais. A entidade reforça a defesa de que é possível realizar uma festa de qualidade sem comprometer os serviços essenciais dos municípios. O movimento tem como slogan “Festa boa é festa com preço justo”.
O presidente da Famup, George Coelho, participou de uma reunião nesta sexta-feira (30) com a diretoria da União dos Prefeitos da Bahia (UPB), onde o assunto ganhou destaque entre prefeitos que promovem grandes eventos de São João e enfrentam dificuldades para equilibrar os custos das festas com as obrigações da administração pública.
Segundo os gestores, a escalada dos valores cobrados por atrações artísticas tem pressionado os orçamentos municipais, colocando em risco investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura. “Festa boa é festa com preço justo. Não podemos comprometer os serviços gerais dos municípios por conta de cachês exorbitantes”, defende George Coelho.
De acordo com George Coelho, a proposta é a abertura de um diálogo institucional com órgãos de controle, como tribunais de contas e ministérios públicos, com o objetivo de construir critérios objetivos para a contratação de atrações ou até mesmo discutir um possível tabelamento de valores. A medida busca garantir a continuidade das tradicionais festas juninas sem desequilibrar as contas públicas.
George Coelho convocou os prefeitos e prefeitas da Paraíba a se unirem em torno da pauta, fortalecendo o debate e ampliando a articulação regional sobre o tema. Para ele, a união dos municípios é fundamental para avançar em soluções responsáveis e sustentáveis.
“A discussão não é contra a realização do São João, uma das maiores expressões culturais do Nordeste e importante vetor de geração de renda e turismo, mas sim sobre a necessidade de manter a tradição viva com responsabilidade fiscal e respeito ao dinheiro público. Por isso, a Famup entra de vez nessa luta que é importante para os municípios, sobretudo os nordestinos onde os festejos juninos são tradicionais”, disse George Coelho.
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