O governo da Paraíba iniciou a oferta do implante subdérmico contraceptivo na rede pública e capacitou médicos e enfermeiros da Atenção Básica para realizar o procedimento. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio das Gerências Operacionais da Atenção Básica e da Saúde Materno-Infantil, promoveu a segunda etapa da capacitação em parceria com o Ministério da Saúde e os municípios contemplados.
A formação reuniu profissionais que atuam nos 11 municípios onde o serviço começa a funcionar: João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Sapé, Guarabira, Queimadas, Campina Grande, Patos, Sousa e Cajazeiras. O treinamento ocorreu na Unidade Básica de Saúde Jardim Aeroporto, em Bayeux, e incluiu a inserção do implante em usuárias do Sistema Único de Saúde.
Entre as primeiras beneficiadas esteve a operadora de caixa Gisele Ramos da Silva, de 19 anos. Ela relatou que procurou a unidade assim que soube da disponibilidade do método. “Eu já vinha pesquisando sobre o assunto e tinha vontade de colocar. Quando apareceu a oportunidade pelo SUS, eu não perdi tempo. Estou muito feliz e confiante”, afirmou.
A técnica da Gerência Operacional de Atenção Básica à Saúde, Alana Franco, explicou que a capacitação começou em novembro de 2025, com a etapa teórica. Segundo ela, a fase prática ocorreu em Campina Grande, em dezembro, e agora segue para os demais municípios. “O Ministério da Saúde definiu como critério municípios com população acima de 50 mil habitantes, e a Paraíba possui 11 cidades com esse perfil”, informou.
Como funciona
A enfermeira do Ministério da Saúde, Cris Agra, detalhou que o implante fica na parte interna do braço e exige anestesia local. O método tem validade de até três anos. “Trata-se do método mais eficaz do mundo para prevenir a gravidez. Mulheres a partir dos 15 anos podem utilizar, após avaliação”, explicou. Ela alertou que mulheres com câncer de mama, doença grave no fígado, lúpus ou suspeita de gravidez não podem utilizar o método.
O implante subdérmico contraceptivo integra os métodos de longa duração. O dispositivo consiste em um pequeno bastão inserido sob a pele do braço, que libera o hormônio etonogestrel por até três anos. O método impede a ovulação e engrossa o muco cervical, mas não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, o que mantém a recomendação do uso de preservativo. Entre os efeitos colaterais mais comuns, profissionais de saúde citam sangramentos irregulares, com retorno rápido da fertilidade após a retirada do implante.
Redação com SES
PBagora
FALA PARAÍBA-BORGES NETO
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