Correios ganham aval para novo empréstimo bilionário em meio a crise

 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou os Correios a contratar um novo empréstimo de até R$ 8 bilhões, com garantia da União, em um momento em que dados do Banco Central mostram que as estatais federais registraram em janeiro déficit de R$ 3,3 bilhões, mesmo com superávit de R$ 103 bilhões nas contas públicas.

Superávit e peso das empresas públicas

Quando o governo arrecada mais do que gasta, o resultado é chamado de superávit primário. Em janeiro, o setor público consolidado teve saldo positivo de R$ 103 bilhões, segundo o Banco Central, resultado considerado expressivo na avaliação de economistas.

Apesar desse desempenho, o rombo das empresas estatais federais reduziu parte do efeito positivo nas contas públicas. Somente em janeiro, as companhias controladas pela União registraram déficit de R$ 3,3 bilhões, o pior resultado já anotado para o mês.

Correios acumulam prejuízos e ampliam endividamento

Especialistas apontam os Correios como um dos exemplos de dificuldades na gestão de empresas públicas. O balanço mais recente ainda não foi divulgado, mas a estimativa é que o prejuízo da estatal no ano passado tenha superado R$ 5 bilhões.

Para tentar se reequilibrar, os Correios recorrem à contratação de empréstimos, à implementação de um programa de demissão voluntária e à venda de imóveis e outros ativos. No ano passado, a empresa já havia recebido autorização para captar cerca de R$ 12 bilhões no mercado financeiro.

Agora, com o novo aval do CMN, a estatal poderá buscar mais R$ 8 bilhões. A resolução não descarta que parte desses recursos venha dos cofres do Tesouro Nacional, o que, na prática, significa respaldo direto do governo federal.

Todo o endividamento conta com garantia da União, que assume a obrigação de honrar as parcelas caso os Correios fiquem inadimplentes junto aos bancos credores.

Paraíba.com.br


Paraíba.com.br

Comentários