Prefeito Marcos Freitas se reúne com a APACCO e discute segunda edição da Expo Agropeixe em Boqueirão
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O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou os Correios a contratar um novo empréstimo de até R$ 8 bilhões, com garantia da União, em um momento em que dados do Banco Central mostram que as estatais federais registraram em janeiro déficit de R$ 3,3 bilhões, mesmo com superávit de R$ 103 bilhões nas contas públicas.
Quando o governo arrecada mais do que gasta, o resultado é chamado de superávit primário. Em janeiro, o setor público consolidado teve saldo positivo de R$ 103 bilhões, segundo o Banco Central, resultado considerado expressivo na avaliação de economistas.
Apesar desse desempenho, o rombo das empresas estatais federais reduziu parte do efeito positivo nas contas públicas. Somente em janeiro, as companhias controladas pela União registraram déficit de R$ 3,3 bilhões, o pior resultado já anotado para o mês.
Especialistas apontam os Correios como um dos exemplos de dificuldades na gestão de empresas públicas. O balanço mais recente ainda não foi divulgado, mas a estimativa é que o prejuízo da estatal no ano passado tenha superado R$ 5 bilhões.
Para tentar se reequilibrar, os Correios recorrem à contratação de empréstimos, à implementação de um programa de demissão voluntária e à venda de imóveis e outros ativos. No ano passado, a empresa já havia recebido autorização para captar cerca de R$ 12 bilhões no mercado financeiro.
Agora, com o novo aval do CMN, a estatal poderá buscar mais R$ 8 bilhões. A resolução não descarta que parte desses recursos venha dos cofres do Tesouro Nacional, o que, na prática, significa respaldo direto do governo federal.
Todo o endividamento conta com garantia da União, que assume a obrigação de honrar as parcelas caso os Correios fiquem inadimplentes junto aos bancos credores.
Paraíba.com.br
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