Um caso de suposta intolerância religiosa foi denunciado na cidade de Serra Branca, no Cariri paraibano. A denúncia envolve a Yalorixá Jakeline, que, segundo nota divulgada por uma congregação espírita de cultos de religiões afro-brasileiras, estaria sendo vítima de perseguição e discriminação por sua fé.
Em nota pública, a CECAB-PB (Congregação Espírita de Cultos Afro-Brasileiros da Paraíba) manifestou solidariedade à líder religiosa e repudiou qualquer forma de preconceito. A entidade destacou que a liberdade religiosa é um direito garantido pela Constituição Federal e reforçou que atos de racismo religioso não serão tolerados.
De acordo com o documento, o caso já foi formalmente encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e também ao Ministério da Igualdade Racial, órgãos que deverão acompanhar a situação.
O presidente da entidade, Tiago Padilha, afirmou que a congregação seguirá atuando de forma firme na defesa dos povos de terreiro e no combate à intolerância religiosa.
O episódio reacende o debate sobre o respeito à diversidade religiosa no município e em toda a região, além de reforçar o alerta de que intolerância religiosa é crime previsto na legislação brasileira.
YALORIXÁ
A yalorixá (ou ialorixá), conhecida popularmente como “mãe de santo”, é a sacerdotisa líder de terreiro no Candomblé. Ela é a autoridade máxima, responsável por guiar rituais, cultuar os Orixás e cuidar dos filhos de santo. O termo também pode ser usado na Umbanda, mas é central no Candomblé.
Paraíba Mix
FALA PARAÍBA-BORGES NETO
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