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A Polícia Civil de São Paulo desarticulou um esquema de fabricação e venda online de ‘armas fantasmas’, produzidas por meio de impressões em 3D. A operação destaca um desafio crescente para a segurança pública: o surgimento de armamentos que não possuem registro, número de série e que, devido ao material plástico de alta resistência, conseguem burlar detectores de metais convencionais.
Essas armas são montadas a partir de peças impressas que substituem componentes metálicos tradicionais. A investigação aponta que o comércio ocorre principalmente em fóruns restritos da internet, onde os criminosos comercializam tanto as peças prontas quanto os arquivos digitais necessários para a impressão.
Tecnologia a serviço do crime
O uso de impressoras 3D para a criação de armas de fogo permite que indivíduos sem qualquer ligação oficial com o mercado de armas fabriquem dispositivos letais em ambiente doméstico. A polícia identificou que os ‘kits’ vendidos ilegalmente incluem carregadores e partes do corpo da arma que são difíceis de rastrear.
Segundo as autoridades, a facilidade de produção e o baixo custo do material plástico tornam essas armas atrativas para o crime organizado. Por serem descartáveis e indetectáveis em diversas situações de revista, elas representam um risco elevado para a segurança de locais públicos e autoridades.
Dificuldade de rastreamento
Diferente das armas produzidas por fabricantes autorizados, as armas em 3D não deixam rastro documental. “O grande problema é a falta de rastreabilidade. Sem um número de série, é quase impossível ligar o armamento a um comprador ou a um crime específico”, explicam os investigadores.
A portabilidade dos arquivos digitais também preocupa, pois permite que os projetos de engenharia dessas armas circulem globalmente em segundos. A Polícia Federal e as polícias estaduais têm intensificado o monitoramento de plataformas digitais para identificar os responsáveis pela distribuição desses esquemas e a venda de suprimentos específicos para a montagem.
Operações e apreensões
Durante as recentes operações, foram apreendidas diversas impressoras de última geração e centenas de peças em diferentes estágios de finalização. Os suspeitos detidos responderão por comércio ilegal de armas de fogo e fabricação clandestina, crimes com penas severas no Código Penal brasileiro.
A expectativa das autoridades é que novas regulamentações sobre a posse e o uso de impressoras 3D industriais possam ser discutidas para tentar frear o avanço dessa tecnologia no mercado ilícito.
Paraíba.com.br
FALA PARAÍBA-BORGES NETO
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