Paraíba registra leve retração no emprego formal em fevereiro, segundo CNM

 

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou a criação de 255.361 vagas com carteira assinada em fevereiro de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Na contramão do cenário nacional, a Paraíba apresentou saldo negativo de empregos formais no período, com a perda de 1.186 vagas, figurando entre os três estados com pior desempenho no mês, ao lado de Alagoas (-3.023) e Rio Grande do Norte (-2.221).

No país, o resultado positivo foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, responsável por cerca de 70% das vagas criadas em fevereiro, com saldo de 178 mil postos de trabalho. A indústria também contribuiu, com 32 mil novas vagas, seguida pela construção civil, com pouco mais de 31 mil empregos gerados.

Ao todo, foram registradas 2,38 milhões de admissões e 2,12 milhões de desligamentos no mês, indicando aquecimento do mercado, embora em ritmo mais lento do que o observado em 2025.

Outro destaque do levantamento foi o desempenho dos pequenos municípios. Cidades com até 5 mil habitantes apresentaram a maior expansão proporcional na geração de empregos, enquanto, no acumulado dos últimos 12 meses, os melhores resultados foram observados em municípios com população entre 20 mil e 50 mil habitantes.

Apesar do avanço nacional, a realidade da Paraíba reflete desafios regionais no mercado de trabalho, especialmente diante de oscilações econômicas e da dependência de setores mais sensíveis a variações sazonais.

No recorte regional, todas as regiões brasileiras tiveram saldo positivo, com o Nordeste registrando a criação de 11.629 vagas. Ainda assim, o desempenho foi insuficiente para evitar resultados negativos em alguns estados, como o paraibano.

O levantamento também mostra que 59% dos municípios brasileiros — o equivalente a 3.274 cidades — tiveram saldo positivo de empregos formais em fevereiro, reforçando a concentração da recuperação econômica em determinadas regiões.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, o país criou cerca de 370 mil vagas com carteira assinada, número 38% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, indicando desaceleração no ritmo de crescimento do emprego formal.

Segundo a CNM, o monitoramento mensal dos dados permite acompanhar o dinamismo econômico dos municípios e identificar tendências no mercado de trabalho em todo o país.

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