O Consulado da França no Brasil confirmou que conseguiu localizar familiares da médica francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, morta em março deste ano pelo namorado Altamiro Rocha, que também foi encontrado morto um dia depois, em João Pessoa.
A informação foi repassada pelo diretor do Instituto Médico Legal (IML), Flávio Fabres, que explicou que toda a documentação solicitada pelo consulado foi enviada e, a partir disso, os parentes da vítima foram identificados.
Apesar da localização da família, há um entrave no processo funerário. Os familiares manifestaram o desejo de realizar a cremação do corpo na Paraíba. No entanto, segundo Flávio Fabres, a legislação brasileira não permite cremação em casos de homicídio sem autorização judicial.
“Existe um desejo da família de fazer a cremação do corpo. Não vejo óbice a isso, mas quem vai determinar é o juiz de direito”, afirmou.
O prazo para retirada do corpo após a identificação é de 30 dias, mas o diretor do IML disse que esse período pode ser ampliado devido à distância entre o Brasil e a França.
Enquanto isso, o corpo de Altamiro Rocha continua no IML. Nenhum familiar entrou em contato para realizar os trâmites funerários, e há possibilidade de que seja feito o enterramento.
Chantal foi encontrada carbonizada dentro de uma mala no dia 11 de março, em João Pessoa. De acordo com a investigação, ela foi morta por Altamiro Rocha, com quem mantinha relacionamento. O homem foi localizado morto no dia seguinte, com sinais de decapitação e as mãos amarradas, no bairro João Agripino.
A polícia apura se a morte de Altamiro tem ligação com facções criminosas, que teriam reagido à repercussão do crime. Até o momento, ninguém foi preso.
A Polícia Civil identificou o homem em situação de rua que ateou fogo na mala onde estava o corpo da médica. Segundo o delegado Thiago Cavalcanti, ele teria recebido drogas como pagamento para incendiar o objeto, mas não participou diretamente do homicídio. A investigação também confirmou a presença de sangue no apartamento da vítima, em Manaíra, reforçando a linha de apuração contra Altamiro.
O consulado francês já havia sido acionado anteriormente pela Polícia Civil para ajudar na localização da família. Agora, caberá aos parentes providenciar um advogado para dar entrada nos trâmites de traslado ou cremação, caso haja autorização judicial.
PB Agora
FALA PARAÍBA-BORGES NETO
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