Efraim diz que Senado deve segurar indicações de Lula ao STF e aposta em decisão após eleição de Flávio Bolsonaro
Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, Efraim avaliou que o ambiente político no Congresso está fortemente polarizado e disse acreditar que há resistência da maioria dos senadores a nomes ligados ideologicamente ao atual governo.
Segundo ele, a rejeição ao indicado “Messias” representou um recado político claro ao Palácio do Planalto.
“O Supremo Tribunal Federal não é lugar para ideologia, principalmente mais ideologia à esquerda, porque já está desequilibrado demais”, declarou.
Efraim afirmou que qualquer novo nome enviado por Lula ao Senado deve enfrentar dificuldades para ser aprovado até a definição do cenário eleitoral nacional.
“Acredito que qualquer nome indicado pelo governo agora não passa até as eleições”, disse.
O senador defendeu que futuras indicações ao STF sejam deixadas para depois da disputa presidencial de 2026, permitindo que o próximo presidente eleito faça a escolha.
“O ideal é esperar as eleições de 2026. Quem ganhar, seja Lula ou seja Flávio, terá a primazia de fazer essa indicação, para que não fique uma indicação de um governo que eventualmente pode estar deixando o poder”, afirmou, ao citar o senador Flávio Bolsonaro como possível nome do campo bolsonarista.
Durante a entrevista, Efraim também criticou decisões recentes do ministro Alexandre de Moraes, especialmente a suspensão da Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional para rever penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
Para o parlamentar, o Congresso possui maior legitimidade democrática para deliberar sobre temas que impactam diretamente a população.
“Onze pessoas foram nomeadas, não foram votadas. Quem foi votado está no Congresso. Gostando ou não, todos que estão ali foram escolhidos por alguém para representar a população”, declarou.
Efraim ainda afirmou que temas centrais da vida pública devem ser debatidos prioritariamente pelo Legislativo.
“Para decidir sobre temas da vida das pessoas, é o Congresso que tem esse fórum”, concluiu.
PB Agora
FALA PARAÍBA-BORGES NETO
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