A juíza Conceição Marciscano, da 2ª Vara Regional de Garantias, decidiu nessa terça-feira (30) estender por mais 30 dias as prisões temporárias do delegado Braz Morroni e dos policiais civis Eduardo Jorge e Everton Silva. Os três são investigados por suspeita de integrarem uma organização criminosa envolvida no desvio de entorpecentes apreendidos e no roubo de drogas de traficantes para revenda a grupos rivais.
Segundo as investigações, o grupo também fornecia informações a criminosos com o objetivo de evitar prisões e operações policiais.
A prorrogação das prisões foi solicitada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba, que destacaram a necessidade de mais tempo para análise do material apreendido durante as diligências. Para a Justiça, a complexidade do caso, o grande volume de dispositivos recolhidos e a gravidade das suspeitas justificam a manutenção da custódia por mais um mês.
Na mesma decisão, a magistrada negou o pedido da defesa do delegado Braz Morroni para que ele fosse colocado em prisão domiciliar sob alegação de problemas de saúde. A juíza entendeu que não foram apresentados documentos que comprovem a inexistência de tratamento adequado na Penitenciária Especial do Valentina, onde ele está detido.
Apesar da negativa, a decisão determinou que a direção da unidade prisional assegure o acompanhamento médico necessário ao investigado durante o período de custódia.
PB Agora
FALA PARAÍBA-BORGES NETO

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